O Presidente da República disse que a reflexão sobre o período pós-troika é «de grande importância para o futuro coletivo do país, independentemente do Governo que estiver em funções em junho de 2014».

«A reflexão sobre esta questão penso que é de grande importância para o nosso futuro coletivo, independentemente do Governo que estiver em funções em junho de 2014», declarou Aníbal Cavaco Silva durante a abertura do «Encontro de Economistas - Portugal no período pós-troika», uma iniciativa com várias dezenas de académicos e economistas promovida pela Presidência da República, no Palácio de Belém.

O Presidente lembrou, ainda, que, após o final do programa de assistência económica e financeira, Portugal terá um encargo médio anual de juros e amortizações de dívida de cerca de 18 mil milhões de euros.

Com o fim «dos empréstimos oficiais», a forma de assegurar o financiamento do Estado e da economia portuguesa será «uma questão-chave».

«Em 2014, Portugal terá de reembolsar obrigações do tesouro no total de 14 mil milhões de euros e em outubro de 2015 vence uma outra de 14 mil milhões de euros. Em média o encargo anual com juros e amortizações de dívida a partir de 2014 não será muito diferente de 18 mil milhões», afirmou o chefe de Estado.