Os discursos oficiais do 5 de Outubro regressam este ano ao Salão Nobre dos Paços do Concelho, Lisboa, o que não acontecia desde 2005, antes do Presidente da República ter aberto as celebrações ao público na Praça do Município.

Segundo o alinhamento das celebrações, a que a agência Lusa teve acesso, os discursos oficiais dos representantes nacionais terá lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, depois do tradicional hastear da bandeira nacional pelo Presidente da República na varanda da Câmara de Lisboa, onde foi proclamada a República a 5 de outubro de 1910.

A cerimónia do 5 de Outubro regressa ao interior dos Paços do Concelho, depois de em 2006 Cavaco Silva ter decidido abrir as celebrações ao público na Praça do Município.

De acordo com fontes ligadas à organização, a cerimónia de sábado será pública e realiza-se no Salão Nobre para simplificar as celebrações, uma vez que, a partir deste ano, a data já não é feriado.

No ano passado, as comemorações da Implementação da República dividiram-se entre a Câmara de Lisboa e, pela primeira vez, o Pátio da Galé, onde decorreram os discursos dos representantes políticos nacionais.

Na altura, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, justificou a alteração do local com a necessidade de reduzir custos.

Numa altura em que governantes nacionais eram constantemente vaiados em aparições públicas, a realização dos discursos no Pátio da Galé trouxe descontentamento a alguns cidadãos que criticaram o facto de as cerimónias terem decorrido quase de forma privada, apesar de a organização assegurar que o evento era aberto ao público.

Perante as críticas, o autarca socialista mostrou-se depois disponível para fazer regressar as comemorações à Praça do Município, ressalvando que o modelo das cerimónias é definido com a Presidência da República.

Este ano, depois do tradicional hastear da bandeira nacional (que no ano passado foi içada ao contrário) na varanda dos Paços do Concelho pelo chefe de Estado, os representantes políticos regressam ao Salão Nobre para os habituais discursos.

Está prevista a intervenção do presidente da Câmara de Lisboa e do Presidente da República.