«Ele [Passos Coelho] não era primeiro-ministro, mas tomou conhecimento do facto no momento em que já exercia funções e optou por não resolver, por continuar em falta. E é isso que torna a questão muito grave», disse João Cravinho. «Uma demissão inopinada, porventura não seria a melhor solução, visto que este facto grave moralmente, eticamente, será julgado, será apreciado politicamente dentro de seis meses», defendeu.

Sobre setores da administração pública que são dominados pela corrupção, João Cravinho apontou a energia e as obras públicas como setores chave.

 

«Há influências que se mexem para que se adote o caminho A, B ou C. A nossa política energética está cheia desses exemplos. (…) Sei que, de facto, se fazem às vezes grandes obras públicas em condições que não se justificam», alertou.

 

 

«Os quatro projetos que foram apresentados são diferentes, com visões que não são a priori totalmente conciliáveis, e só neste ambiente a meses de eleições têm uma justificação nacional, de defesa do regime, de defesa da democracia, se agora, na especialidade, todo os partidos fizerem o melhor que puderem no sentido de chegarem a um acordo sobre um texto único», afirmou.