O presidente da Câmara Municipal do Porto considerou hoje que o Governo deve alocar “mais recursos” às forças policiais do Porto, não podendo a cidade viver com o mesmo número de efetivos de há 70 anos.

Uma cidade como o Porto não pode viver, em 2018, com o mesmo número de efetivos da PSP com que vivia em 1948”, afirmou o independente Rui Moreira durante uma conferência de imprensa, nos paços do concelho, a propósito do Bairro do Aleixo.

O autarca adiantou que o esforço das forças policiais só pode ter sucesso se houver “meios adequados e em quantidade adequada”, algo que neste momento não existe, considerou, acrescentando que compete ao Governo resolver esse problema.

Não escondo que me desgosta que o país não tenha mais meios do que aqueles que aloca ao combate a este flagelo [tráfico de droga]. Desgosta-me, posso protestar indignado, mas não pode a câmara fazer nada mais do que já faz”, referiu.

Falando na falta de condições de habitabilidade do Aleixo, Moreira lembrou que o local era "manifestamente" associado ao tráfico e consumo de droga, recordando que este tipo de problemas existe lá, como noutros locais da cidade.

Não podendo a câmara resolver questões de tráfico de droga, Moreira salientou também não poder aceitar que todos os moradores do Aleixo sejam rotulados como traficantes ou consumidores de droga porque “não o são”.

Sobre os que o são, o autarca adiantou que a câmara tem feito e continuará a fazer o que é da sua competência, no limite do que lhe é legalmente permitido, despejando os inquilinos que, comprovadamente por um tribunal em primeira instância, tenham usado a habitação para a prática do crime.

Esses, sejam do Aleixo ou de outro qualquer bairro municipal, têm sido e serão despejados”, garantiu.