O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse hoje que, «se alguém tem uma agenda escondida, é o PS», porque o Governo não esconde «nada» e apresentou «medidas que recuperam os rendimentos» dos portugueses.

«Se há alguém que tem tido uma agenda escondida, é o PS», partido que «tem de deixar de ter escondida qual a alternativa que oferece ao país», afirmou o ministro.

Segundo Poiares Maduro, o PS «passou as últimas semanas a acusar o Governo de querer esconder as medidas duradouras para substituir as medidas transitórias», mas «elas aí estão, são conhecidas dos portugueses».

«São medidas que recuperam os rendimentos dos funcionários públicos e dos pensionistas. Portanto, o Governo não escondeu nada», afiançou.

O ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional falava aos jornalistas em Évora, após visitar o Laboratório Hércules da universidade alentejana, no âmbito do roteiro por territórios de baixa densidade que iniciou hoje.

Questionado pelos jornalistas, Poiares Maduro reagia às críticas ao Governo feitas hoje por Eurico Brilhante Dias, depois de o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, terem anunciado a conclusão da 12.ª e última avaliação da troika.

Eurico Brilhante Dias considerou que as avaliações positivas do Governo e da troika ao programa de ajustamento têm sempre como consequência mais austeridade em Portugal e acusou o executivo de ter uma «agenda escondida», que só será revelada depois das eleições europeias.

«A oposição perdeu o discurso que tinha. O PS, durante muitos meses, falou de espiral recessiva, isso não se confirmou. Estamos a liderar a recuperação económica na Europa», contrapôs Poiares Maduro.

Ainda de «baterias» apontadas aos socialistas, o ministro afirmou que «a única alternativa» que o PS «oferece» ao país «é uma alternativa que não depende dos portugueses, dependeria da Europa», assentando «na mutualização da dívida a nível europeu».

Mas, frisou, «o próprio candidato a presidente da Comissão Europeia apoiado pelo PS já disse ser uma alternativa que não é possível no imediato».

«Para conseguirmos uma repartição mais justa dos sacrifícios do processo de ajustamento, isso passa por ganharmos credibilidade na Europa», o que foi conseguido pelos portugueses, «ao longo dos últimos três anos, com os sacrifícios que têm feito», argumentou.

E, neste momento, sublinhou, o país está, «finalmente, em condições de começar a ver» que esses sacrifícios «não eram um fim em si mesmos», mas antes «um meio para a recuperação da qualidade de vida e do crescimento económico sustentado».

O roteiro hoje efetuado pelo ministro, com passagens também em Arraiolos, onde tinha à sua espera cerca de duas dezenas de pessoas afetas à União de Sindicatos do Distrito de Évora, e a Montemor-o-Novo, prossegue no sábado, com a visita a diversos investimentos no distrito de Beja.