O ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, classificou hoje como um «resultado extraordinário» para Portugal a saída do programa de resgate financeiro sem recurso a um programa cautelar.

«Este é um resultado extraordinário, que premeia os sacrifícios que os portugueses fizeram e o esforço enorme que os portugueses fizeram», disse.

O ministro Miguel Poiares Maduro falava aos jornalistas durante uma visita ao Ninho de Empresas de Marvão, no distrito de Portalegre, no âmbito do primeiro de um conjunto de Roteiros por Territórios de Baixa Densidade, que termina hoje no Alto Alentejo.

«Recuperamos a nossa liberdade de decisão, que tínhamos perdido, mas recuperamo-la também porque reconquistamos credibilidade, na medida em que conseguimos conciliar crescimento económico com reequilíbrio orçamental», acrescentou.

Miguel Poiares Maduro destacou ainda que Portugal está a recuperar e, que os portugueses, em particular, estão a recuperar os seus rendimentos, situação que conduz o país a acreditar numa «esperança concreta» no futuro.

«Estamos a começar a recuperar o rendimento dos portugueses. É por isso que estamos a começar a oferecer aos portugueses cada vez mais uma esperança para o futuro, que é uma esperança concreta, não é uma esperança como no passado, imaginada e não sustentada», disse.

O governante fez ainda questão de explicar que o plano que o Governo tem para Portugal é um projeto que passa por oferecer aos portugueses «crescimento económico de forma sustentada».

«Isso passa por mantermos o equilíbrio orçamental, mas como disse esse equilíbrio orçamental não é um fim em si mesmo, é um meio para oferecer melhores condições de vida aos portugueses», concluiu.

Portugal vai sair do atual programa de resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar, regressando autonomamente aos mercados, anunciou no domingo o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

«Hoje [domingo], em Conselho de Ministros, o Governo decidiu que sairemos do programa de assistência sem recorrer a qualquer programa cautelar», afirmou Pedro Passos Coelho, numa declaração ao país, feita a partir da sua residência oficial, em São Bento, Lisboa, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

«Depois de uma profunda ponderação de todos os prós e contras, concluímos que esta é a escolha certa na altura certa. É a escolha que defende mais eficazmente os interesses de Portugal e dos portugueses e que melhor corresponde às suas justas expectativas», acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.