O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional disse esta segunda-feira, no Sardoal, que um desafio de Portugal passa pela valorização de cada parcela do território, sublinhando a importância de incentivos diferenciadores numa lógica de competitividade inteligente.

«O grande desafio do nosso País é o da competitividade, mas necessitamos de uma competitividade inteligente que parta da valorização daquilo que é nosso, que nos diferencia do Mundo global em que temos de competir, uma estratégia que nos vai conseguir fazer resistir à deslocalização e promover a coesão territorial, defendeu Miguel Poiares Maduro.

O ministro esteve esta segunda-feira nas comemorações do feriado municipal em Sardoal, um concelho que, com os seus cerca de 4.000 habitantes, se debate com uma densidade populacional baixa e com dificuldades na fixação de jovens e captação de projetos de investimento.

Em declarações à agência Lusa, Poiares Maduro disse que o Governo tem vindo a adotar, «de forma global», um «conjunto de incentivos que diferenciam positivamente estes territórios para um aumento da atratividade de investimento».

O ministro deu como exemplos o recente Código Fiscal para o Investimento, «aprovado na semana passada e que dá majoração a investimentos nestes territórios», os incentivos à comunicação social de âmbito local e regional e o próximo ciclo de fundos comunitários, «com comparticipações maiores» ao mesmo nível.

«Todo o País vai beneficiar se nós não desperdiçarmos os recursos que existem em cada parcela do território, incluindo no interior e nos territórios de baixa densidade, e é isso também que vai ajudar à coesão territorial nacional", vincou.

«Fundamental é que a esse investimento esteja associado a uma estratégia de competitividade que parta dos recursos existentes nesses territórios, que lhes são característicos e que os diferenciam, fomentando uma competitividade que nos vai fazer vencer o processo de concorrência no Mundo global», defendeu ainda Maduro.

O ministro destacou, também, o investimento efetuado nos últimos anos na modernização de equipamentos sociais, culturais e outras infraestruturas nos territórios do interior, um investimento que «não foi, por si, suficiente para inverter o processo de desertificação», tendo assegurado que, com o programa 'Aproximar', «o Governo consegue garantir o não encerramento de serviços públicos de atendimento».

«Antes, reorganizamos e racionalizamos o funcionamento da administração, assegurando uma maior proximidade ao cidadão, ao nível municipal e mesmo de freguesias», defendeu.