O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional o, Miguel Poiares Maduro, disse esta quarta-feira que a Ministra das Finanças prestará «todos os esclarecimentos necessários e suficientes» sobre a questão dos swap contratados por empresas públicas.

E-mails provam que Maria Luís Albuquerque foi informada dos swap

«Estou seguro disso. O que não posso deixar de notar é que a forma como esta questão tem sido tratada lembra-me um pouco alguém que coloca fogo a uma casa e depois queixa-se que os bombeiros não chegaram suficientemente depressa», disse Poiares Maduro aos jornalistas, em Cantanhede, à margem da inauguração da Expofacic.

«A questão fundamental aqui é saber como foi possível, durante sete anos, em Portugal, serem celebrados contratos swap, quem foi responsável por isso, quem é que tinha tutela quando foram celebrados», argumentou.

«Durante a vigência deste Governo nenhum contrato swap foi celebrado, acho que isso é que é importante recordar», frisou o ministro.

Hoje foi revelado que o ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças Pedro Felício enviou à agora ministra das Finanças ainda no verão de 2011 informação detalhada sobre 145 swap contratados por nove empresas públicas, com valores de perdas potenciais e testes de sensibilidade.

Para Poiares Maduro não se pode «matar o mensageiro», por que isso indica que se está a criar em Portugal uma cultura «em que se responsabiliza aqueles que conseguem resolver o problema, o identificam, tratam dele, sendo neste caso um problema extremamente complexo», sustentou.

Reafirmou que a ministra das Finanças «como ficará claro muito em breve irá prestar todos os esclarecimentos a esse respeito, não tem qualquer problema nessa matéria».

Questionado pelos jornalistas, insistiu que a responsabilidade sobre os contratos swap «não é de quem descobre o problema» mas de quem o criou.