O ministro-adjunto do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, disse hoje, no Funchal, que o Governo prosseguirá a sua «vontade reformista», anunciando que vai apresentar nos próximos dias «uma ambiciosa reforma dos serviços públicos».

«No âmbito da reforma do Estado, muito em breve, nos próximos dias - não o fizemos ainda por estarmos em período de campanha eleitoral - iremos apresentar e discutir com os parceiros sociais uma ampla e muito ambiciosa reforma dos serviços públicos de atendimento», disse Poiares Maduro, no jantar promovido pela Associação Comercial e Industrial do Funchal no «Dia do Empresário Madeirense».

Ao falar sobre a competitividade do país e da região, o ministro-adjunto salientou ser importante colocar este item ao serviço de «uma maior coesão social e territorial».

Defendeu que, para isso, é necessário conseguir para as empresas «financiamento a um custo competitivo», razão pela qual o Governo português defende a União Bancária.

«Não é aceitável que as empresas portuguesas tenham de pagar um custo de financiamento que é muitas vezes mais do dobro das suas congéneres do centro e norte da Europa», declarou.

Poiares Maduro apresentou como instrumento para esbater esses custos a criação da Instituição Financeira de Desenvolvimento, que possibilitará que as empresas portuguesas tenham financiamento «com maturidades mais longas, financiamento mais fácil e a custo baixo para terem mais competitividade».

O ministro considerou ainda, no âmbito do Programa 2020, de distribuição dos fundos comunitários para os próximos sete anos, «fundamental» a articulação «territorialidade e conhecimento».

«O território, aquilo que tem de único, pode e deve ser a mais importante alavanca da competitividade», declarou, exemplificando que os recursos endógenos de cada território devem ser potenciados através do acrescentar de valor.

Apresentou o Programa Operacional da Região Autónoma da Madeira como um exemplo dessa articulação, ao apostar no conhecimento, nos artigos únicos do território, na biodiversidade, na economia do mar, nas atividades agroalimentares, nas pescas, no vinho e no turismo.

«A região sabe o que quer e tem ambiciosas metas para os próximos anos», concluiu.