O ministro da Presidência disse esta quinta-feira que os «briefings» diários do Governo com jornalistas poderão vir a ser retomados na próxima semana, mas ressalvou tratar-se de uma suposição, remetendo a questão para o ministro adjunto.

Questionado durante a conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros sobre quando serão retomados esses «briefings», Luís Marques Guedes respondeu: «Não queria que tomassem isto como uma afirmação definitiva, mas eu presumo que a partir da próxima semana».

«Eu digo presumo porque, como sabem, os briefings não são da minha responsabilidade direta, são da responsabilidade do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional [Miguel Poiares Maduro], mas eu acho que [serão retomados] muito em breve. Provavelmente, durante a próxima semana isso poderá voltar a ser uma realidade», acrescentou.

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares pediu à comunicação social que colocasse «essa questão em concreto ao gabinete do ministro adjunto», para ter «uma resposta mais precisa relativamente a isso».

Por outro lado, interrogado se o Orçamento do Estado para 2014 foi discutido na reunião de hoje do Conselho de Ministros, a primeira com o novo elenco ministerial que tomou posse quarta-feira, o ministro respondeu que não, atendendo ao facto de haver novos ministros que não tiveram tempo para se inteirarem «dos dossiês orçamentais» de modo a prosseguir esse trabalho.

«Mas será necessariamente prosseguido nos próximos Conselhos de Ministros», acrescentou.

A realização de encontros diários do Governo com a comunicação social, com um ou mais temas escolhidos pelo executivo, conduzidos por Pedro Lomba, secretário de Estado adjunto do ministro Miguel Poiares Maduro, foi anunciada no final de junho, com a indicação de que poderiam contar com a presença de outros responsáveis governamentais.

O primeiro desses encontros, marcados para as 12:00 e com duração fixa de meia hora, aconteceu na segunda-feira, dia 1 de julho, tendo como temas os contratos financeiros de alto risco (swap) e o financiamento do Banco Europeu de Investimento, e uma terceira parte informal.

Esse «briefing» contou com a presença da, na altura, secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, que ao final desse dia seria anunciada como ministra de Estado e das Finanças, na sequência da demissão de Vítor Gaspar, e tomaria posse na terça-feira à tarde.

Na terça-feira, dia 2 de julho, o encontro assumiu um formato inteiramente informal, sem permissão de registo de imagens e som, com informação que pôde ser atribuída a fonte oficial do Governo.

Na sequência do pedido de demissão de Paulo Portas de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, nesse mesmo dia à tarde, houve a indicação de que o 'briefing' do dia seguinte se manteria.

Contudo, na manhã de quarta-feira o gabinete do ministro Miguel Poiares Maduro comunicou, através de uma nota, o seu cancelamento, recorda a Lusa.

Essa nota referia que «o briefing diário não iria ter lugar, sendo retomado logo que a situação política ficasse "esclarecida», com a justificação de que o primeiro-ministro, na sua comunicação ao país dessa terça-feira à noite, tinha apelado à «contenção e clarificação da situação política na coligação que suporta o Governo».