O PS considerou  esta sexta-feira que os mais recentes indicadores económicos e sociais desmentem a «parábola» do primeiro-ministro quando negou ter sido «o mexilhão» a pagar o ajustamento, já que houve um agravamento da pobreza e das desigualdades.

Estra posição foi transmitida aos jornalistas pelo vice-presidente da bancada socialista Vieira da Silva, depois de terem sido divulgados os dados do inquérito às condições de vida e rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Partindo da conclusão de que aumentou o risco de pobreza em Portugal em 2013, afetando já quase dois milhões de portugueses, Vieira da Silva sustentou: «O primeiro-ministro disse ainda há pouco tempo que desta vez não foi o mexilhão que ficou com a parte mais dura da crise, mas esta parábola do mexilhão tem agora um desmentido cabal e dramático», disse.

De acordo com o ex-ministro socialista, demonstram pelo contrário que houve em 2013 «um agravamento significativo» da situação social em Portugal, a par de uma maior assimetria na distribuição de rendimentos no país.

«O indicador da taxa de pobreza, que já era elevada, na casa dos 18,7 por cento, passou num ano para 19,5 por cento. Ou seja, perto de dois milhões de portugueses estão em situação de pobreza», apontou o vice da bancada socialista.