O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse este sábado em Faro que o Governo “não falhou em matéria social" e, mesmo nos períodos de maior dificuldade, conseguiu prestar apoio às franjas mais carenciadas da população.

Ao discursar na sessão solene do 40.º aniversário do PSD de Faro, realizada no Teatro Municipal da cidade, Pedro Passos Coelho assegurou que olha para o futuro com convicção e confiança e que o Governo entrega, no final do seu mandato, um país “com horizonte de futuro” e olha com “orgulho” para a obra feita.

“Conseguimos provar que quando toca à matéria social, apesar das dificuldades muito grandes porque passámos, nós não falhámos, e chegámos mesmo a concretizar aquilo que outros, em épocas de abundância, prometeram e não realizaram”, afirmou Pedro Passos Coelho, referindo-se, por exemplo, ao “programa de emergência social”.

O primeiro-ministro disse que, “nestes quatro anos de dificuldades e dinheiro contadinho”, o governo de coligação PSD-CDS/PP conseguiu “financiar em mil milhões de euros o programa de emergência social”.

“Não foi por acaso que, apesar das dificuldades, nós não tivemos uma rutura na sociedade portuguesa, houve outras economias que não responderam tão bem, sabíamos que íamos passar por tempos de emergência financeira e, por isso, e apesar de isso não estar previsto no memorando, criámos o plano de emergência social”, acrescentou.

Pedro Passos Coelho apontou o descongelamento das pensões mais baixas, as “poupanças feitas na Saúde não à custa da infraestrutura do serviço nacional de Saúde”, onde foi possível investir, disse, “pagando dívidas que afogavam os hospitais”, “recapitalizando os hospitais”, na “remodelação das urgências” ou “contratando mais enfermeiros e mais médicos”.

Passos Coelho apontou ainda a “disciplina financeira” como um dos mecanismos que permitiram ao país “ser olhado com outra credibilidade” e cujos resultados o primeiro-ministro disse terem ficado espelhados nas taxas de juro que se praticam atualmente e são “muito mais baixas” do que em 2011, quando foi necessário recorrer ao resgate financeiro e o PSD tomou posse no Governo.

O primeiro-ministro criticou quem, durante os últimos quatro anos, rejeitou sempre os argumentos do Governo e mostrou-se confiante no julgamento que os portugueses vão fazer do seu trabalho nas eleições legislativas.

Passo Coelho considerou ser importante fazer “bem as contas” e “não fazer promessas que não possam ser cumpridas” e mostrou-se confiante de que a tendência de recuperação de economia vai manter-se quando o Instituto Nacional de Estatística revelar os dados do primeiro trimestre de 2015.

Esta tendência mantém-se, disse, desde o primeiro trimestre de 2013 e é a prova de que a oposição tem falhado nas suas previsões de que o Governo iria falhar as metas de crescimento e o país iria entrar numa espiral recessiva, e por isso o PSD pode “ter confiança no julgamento que os eleitores farão a seu tempo”.