A presidente do CDS-PP defendeu, neste sábado, ser "clarificador" que os partidos que suportam o Governo no Parlamento "assumam as suas responsabilidades" quando votarem o Plano Nacional de Reformas e o Programa de Estabilidade.

"O que me parece muito relevante e clarificador é que se saiba quem são os responsáveis políticos por estes dois documentos, o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas", afirmou Assunção Cristas aos jornalistas, depois de ter inaugurado a nova sede do CDS-PP em Marco de Canaveses.

A líder democrata-cristã recordou haver, sobre a matéria, "muitas inquietudes, desde logo do Conselho de Finanças Públicas", o qual, sublinhou, "será ouvido no Parlamento por iniciativa, mais uma vez, do CDS, na terça-feira, na véspera do debate do Plano Nacional de Reformas e Programa de Estabilidade".

Os documentos vão no mau sentido e não ajudam o país, mas é bom que se perceba que há uma maioria no Parlamento que entende o contrário e que concorda com esta linha", sublinhou.

A propósito de o CDS-PP ter sido o único partido com assento parlamentar a pedir que as matérias fossem votadas na Assembleia da República, Assunção Cristas considerou ser "importante que cada partido assuma as suas responsabilidades".

"Se estamos ou não com outras companhias, confesso que cada partido fará a sua análise e desenhará a sua estratégia", vincou.

No seu discurso aos militantes, Cristas sublinhou a importância de o CDS-PP, sob sua liderança, estar na linha da frente da oposição ao Governo.

A propósito, explicou aos jornalistas que o "O CDS faz as suas opções, pensando naquilo que é o interesse de Portugal".

Temos de estar na linha da frente da oposição e da denúncia, da marcação daquelas que nos parecem ser opções erradas para o país, como temos de estar na linha da frente da construção de uma alternativa sólida a essas políticas que não vão no bom caminho", acrescentou.

Sobre a questão de o vice-presidente do Parlamento Europeu, Vítor Constâncio, ter dito, na sexta-feira, não ser obrigado, de acordo com a legislação europeia, a prestar esclarecimentos na Comissão de Inquérito que está a trabalhar no dossiê BANIF, a líder do CDS-PP assinalou: "Se há uma intervenção por parte do BCE ou da Comissão Europeia, que são decisivas e significativas para a decisão final, então isso tem de ser esclarecido. A forma como é esclarecido, diretamente junto do parlamento nacional, ou indiretamente, será aquela que decorrer da lei."

Para Assunção Cristas, "todas as dúvidas e questões têm de ficar com resposta das instituições europeias".

O importante é que tudo esteja esclarecido e a intervenção de todas as pessoas e instituições definitivamente esclarecida", disse, concluindo: "Os nossos deputados Cecília Meireles e João Almeida não deixarão de procurar ir até às últimas perguntas para obter as últimas respostas sobre esta matéria."