Por: Redacção | 1- 9- 2010 18: 20
Pinto Monteiro esteve esta tarde em Belém, a pedido do Presidente da República. No final do encontrou, o procurador-geral
da República recusou revelar o conteúdo exacto da conversa que teve com Cavaco Silva. Disse apenas que lhe deu «explicações»
sobre dúvidas que o chefe de Estado achou «necessárias e úteis».
«O senhor Presidente da República, que é o mais
alto magistrado da nação está, obviamente, preocupado com o estado da Justiça», disse, acrescentando: «Dei explicações que
o senhor Presidente entendeu necessárias e úteis».
«O interesse do senhor Presidente é exactamente o meu, é que a
Justiça funcione melhor. Não há nada de especial que eu tenha para dizer, nem as conversas com o Presidente da República são
para revelar na íntegra», anotou ainda Pinto Monteiro aos jornalistas.
Questionado sobre se acha se tem condições
para continuar no cargo, foi taxativo: «O procurador-geral da República tem exactamente as condições hoje que tinha quando
tomou posse. As condições são exactamente iguais».
Sobre o funcionamento do Ministério Público (MP), Pinto Monteiro
salientou que, no próximo dia 10, o Conselho Superior deste organismo, que tem uma proposta para a revisão do seu estatuto,
irá reunir-se.
Pinto Monteiro disse que apesar de não esta de acordo com «algumas coisas» desta proposta, concorda
com ela «em grande parte». «Vou apresentar as minhas propostas. Vamos ver o que é possível chegar a acordo ou não», frisou.
Esta proposta seguirá depois para o ministro da Justiça, que a remeterá para a Assembleia da República. «E aí o
poder político decidirá que espécie de Ministério Público quer ter», concluiu Pinto Monteiro.
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