Sem ser o desejável, ainda assim é positivo. Em síntese, os socialistas rejeitam haver um cenário de apatia da economia, mesmo que os números do crescimento no segundo trimestre publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) não sejam os desejáveis. Uma postura semelhante à expressa pelo ministro da Economia.

O crescimento ainda fica bastante aquém do que é desejado pelo PS e pelo Governo", sublinhou o deputado João Galamba, em declarações à Agência LUSA.

Os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística esta quarta-feira reviram em alta o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano. Houve um aumento de 0,9% em termos homólogos e de 0,3% em cadeia, face aos três primeiros meses do ano. Em ambos os casos, há subidas de 0,1 pontos percentuais.

Estagnação "vem de trás"

Em reação aos números, Maria Luís Albuquerque, deputada do PSD e ex-ministra das Finanças do governo de Pedro Passos Coelho, acusou o Executivo socialista de estar a conduzir a economia para a estagnação, uma afirmação que o deputado do PS João Galamba rejeita.

Este é o melhor trimestre desde o segundo trimestre de 2015 e o crescimento deste trimestre foi de cerca de o triplo do [registado no] terceiro trimestre de 2015 quando se iniciou a estagnação da economia portuguesa", disse Galamba.

Para o deputado, as críticas da oposição não têm qualquer fundamento.

O que está a acontecer é o atual Governo a tentar tirar a economia da estagnação que foi deixada pelo governo anterior, de Maria Luís Albuquerque, de Passos Coelho e de Assunção Cristas", defendeu o deputado socialista

Quanto a estagnação económica de que o PSD agora fala, Galamba considera que essa "vem de trás".

O máximo de que este Governo pode ser acusado é de ainda não ter conseguido retirar a economia da estagnação que foi deixada pelo governo anterior", frisou. 

João Galamba destaca ainda os "sinais positivos da atividade económica", referindo o emprego, as vendas a retalho, dados do setor da construção e a confiança dos consumidores e considerando que estes indicadores "indiciam uma aceleração adicional para o PIB no terceiro trimestre".

O Governo prevê que a economia portuguesa cresça 1,8% este ano, uma projeção mais otimista que a do Banco de Portugal (1,3%), do Fundo Monetário Internacional (1,4%) e da Comissão Europeia (1,5%).