O PEV transmitiu, esta terça-feira, ao Presidente da República que a posição conjunta assinada com o PS está a ser cumprida, assegurando lealdade com o Governo socialista.

"Colocamos ao Presidente da República a questão de considerarmos importante que os acordos e, neste caso a posição conjunta que assinámos com o PS, estar a ser cumprida e que o Governo do PS não pensa sequer em cortes salariais, de pensões, aumento de impostos diretos nem no aumento do IVA, que seriam questões que não estariam de acordo com a posição conjunta que assinamos", disse a deputada do PEV, Heloísa Apolónia, depois de uma audiência no Palácio de Belém com Marcelo Rebelo de Sousa.

A deputada assegura que Os Verdes são "um projeto sério" e estão nesta solução política para o país, "que está já amadurecida", criticando a União Europeia por servir "como um travão e não como uma ajuda".

"Somos leais, somos sérios. O PS também sabe que é assim. As nossas posições, não as deixaremos de afirmar. Sabemos que há coisas com que concordamos com o PS, há outras em que não. A lealdade funciona assim mesmo", prometeu, considerando que "PSD e CDS não estão satisfeitos porque passaram a vida a falar de inevitabilidades" e de repente descobriu-se que "pode haver políticas alternativas" e que Portugal não é trucidado por causa disso.

É preciso, na opinião de Heloísa Apolónia, "agregar esforços" para alavancar Portugal e pôr de parte "as políticas erradas" do PSD e CDS-PP e seguir outro caminho.

O Tratado Orçamental é um obstáculo ao desenvolvimento dos países. Os Verdes acham que, na Europa, como na natureza, a riqueza está na diversidade", defendeu, considerando que a renegociação da dívida é uma questão fundamental.

Com o Orçamento do Estado para 2016 aprovado, para Os Verdes trata-se agora de "arrancar para uma dinamização que o país precisa", sendo necessário resolver as assimetrias regionais, promovendo a coesão territorial e a coesão social e investir no interior do país.

Heloísa Apolónia quer um sistema financeiro que seja um instrumento para servir o país e não um país para servir esse mesmo sistema.

Segundo nota de agenda no ‘site' da Presidência da República, depois de já ter recebido as direções do PSD e do CDS-PP, o Presidente da República recebe hoje "pela primeira vez, em delegação, os restantes partidos com assento parlamentar", e depois do PAN e do PEV, segue-se agora o PCP, o BE e o PS.