O líder do PSD admitiu este sábado que o partido «não conseguiu fazer milagres» no Governo, mas garantiu que fez «muito mais» do que «pôr a casa em ordem» e «trouxe a verdadeira mudança a Portugal».

«Aqueles que pensam que estivemos apenas de turno a pôr a casa em ordem para outros agora virem dispor, como fizeram no passado e mal, desenganem-se», afirmou Pedro Passos Coelho na abertura do XV congresso regional do PSD/Madeira, que hoje começou no Funchal.

O líder social-democrata e primeiro-ministro acrescentou que o PSD «fez muito mais» do que «pôr a casa em ordem», considerando que foi o partido que «trouxe a verdadeira mudança a Portugal».

O responsável argumentou que no Governo, o PSD não conseguiu fazer milagres, sustentando que não gosta de «vender ilusões» e prefere oferecer «respostas válidas e realizáveis» para o país.

Pedro Passos Coelho adiantou também que as notícias relacionadas com a coligação com o CDS para as próximas legislativas e as presidenciais «virão a seu tempo».

«Não tenho ansiedade com eleições», declarou, apontando que «este não é o debate do PSD nesta altura».

Passos Coelho referiu que «haverá um tempo em que o PSD e o CDS/PP irão discutir o futuro», insistindo não estar «ansioso» com esta situação e «ser importante que esse tempo seja respeitado».

Depois disso, adiantou, «lá hão de vir as presidenciais, que não são eleições partidárias», cabendo aos partidos, que «não inventam os candidatos», decidir soberanamente quem apoiar.

Segundo o líder do PSD, neste momento «o mais importante são as reformas que o Governo está a fazer» e cumprir as suas obrigações.

Por isso, observou que «não é verdade que os próximos meses sejam aguardar as eleições», vincando que «o Governo não vai deixar de trabalhar porque há só quem pense eleições» e que «os que pensam que o último ano de governação é um ano de espera para eleições estão equivocados».

«Quem está à espera das eleições não privatiza a TAP e nós vamos privatizar. Não fica à espera de fazer as concessões dos transportes públicos nas áreas metropolitanas como vamos fazer e não prossegue, como vamos prosseguir, as reformas importantes na área da delegação de competências nas áreas da saúde, educação e social», argumentou.

Passos Coelho também mencionou que os «privilégios» que aconteciam anteriormente nas políticas públicas, hoje em Portugal, «não têm guarida pública».

«Há uma coisa que nós não fazemos, que é milagres», frisou, referindo que não gosta de «dourar a pílula».

«Há quem pense que é um passivo e não um ativo eleitoral haver um raio de um primeiro ministro que gosta sempre de dizer quais são os problemas e as dificuldades que temos», concluiu.

Esta foi a terceira vez que o líder nacional do PSD participou numa das reuniões magnas da estrutura do partido na Madeira.