O primeiro-ministro defendeu esta quarta-feira «uma legislação mais ambiciosa e mais abrangente para a governança das empresas», que torne mais clara a distinção entre responsabilidades de administradores e acionistas e evite situações como a da PT.

«Se queremos aprender com o que se passou na PT, é para aqui que temos de olhar. O que se passou não devia ter acontecido. Cabe agora prevenir melhor para que não volte a repetir-se», afirmou Pedro Passos Coelho, numa conferência sobre crescimento económico promovida pela SIC-Notícias, na arena do Campo Pequeno, em Lisboa.

Sem especificar que alterações legislativas defende, o chefe do executivo PSD/CDS-PP considerou que é preciso «programar uma legislação mais ambiciosa e mais abrangente para a governança das empresas, uma legislação que cubra todas as empresas do tecido produtivo, e não apenas as cotadas em bolsa».

«O objetivo tem de ser a introdução de melhores regras e de boas práticas, acompanhando as melhores práticas internacionais. Para quê? Para garantir mais concorrência na economia, mais transparência nas decisões, mais racionalidade na geração de valor. Para tornar mais clara a divisão de tarefas e responsabilidades entre a administração e os acionistas. Para separar com nitidez a caixa de quem detém a propriedade, de um lado, da caixa que pertence à empresa, do outro. Para separar bem a responsabilidade pessoal da responsabilidade social da empresa», acrescentou.