O líder parlamentar comunista aplicou esta sexta-feira a fábula "Pedro e o Lobo" ao ex-primeiro-ministro Passos Coelho, criticando a "política de terra queimada" de PSD e CDS-PP que parecem esquecer responsabilidades e satisfazer-se com males do país.

"A história do Pedro que anunciava a vinda do lobo talvez não fosse melhor aplicável a essa referência. As posições de terra queimada que PSD e CDS têm procurado fazer, não só para esquecer as sérias responsabilidades que têm, mas também contrariando e procurando opor-se a todas as medidas que correspondam a reposição de direitos e rendimentos, diferente dos últimos quatro anos, foi, de facto, uma marca desta primeira sessão legislativa", disse João Oliveira, num balanço da atividade do partido na primeira sessão legislativa da XIII Legislatura.

Na última reunião do Conselho Nacional social-democrata, Passos Coelho anteviu um cenário negro e de crise em termos sócio económicos e políticos em Portugal ainda "muito antes" das eleições autárquicas de setembro/outubro de 2017, em virtude das políticas seguidas pelo chefe de Governo, o socialista António Costa.

Após citar a obra do compositor de origem ucraniana Sergei Prokofiev, na qual a personagem principal perdia a credibilidade por alertar sem razão para o perigo de um lobo, o deputado do PCP salientou a "reposição de salários, dos feriados, das 35 horas" de trabalho semanal na função pública, "dos complementos de pensão, o descongelamento de pensões" - "todas medidas positivas foram feitas contra a vontade de PSD e CDS".

"[É de] alguém que, mesmo que queira esconder, sabe exatamente os problemas que deixou ao país e as dificuldades que deixou para ao futuro. Mas também é a afirmação de um desejo porque parece que PSD e CDS só se satisfazem com o pior dos males a recaírem sobre os portugueses", lastimou.