O dirigente do CDS-PP Pedro Mota Soares declarou esta quarta-feira que os democratas-cristãos não querem que haja necessidade de um ‘plano B' de medidas por parte do Governo socialista, reiterando a preocupação com a "receita errada" na economia.

Se houver ‘plano B' é um mau sinal para Portugal e, acima de tudo, para os portugueses, que terão de pagar mais. O CDS não deseja, não quer, um ‘plano B'. Isso significaria a falência deste modelo de crescimento económico que o PS, com os partidos à sua esquerda, montou", afirmou, no parlamento, ao comentar dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Aquela entidade piorou a estimativa para o défice, prevendo-o agora em 2,9% do Produto Interno Bruto em 2016 e admitiu que o Governo português tem de implementar novas medidas de contenção orçamental, especialmente caso a economia não acelere.

Todas as instituições, nacionais e internacionais, dizem que o crescimento da economia portuguesa vai ser muito abaixo daquele que é esperado pelo Governo, o que quer dizer que as contas do Governo não estão certas", continuou o ex-ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

O deputado centrista acrescentou que, "agora, a moda do Governo é pedir paciência".

Pedir paciência, internacionalmente, para que as reformas feitas em Portugal no passado deem resultados. Nessa parte, estamos disponíveis para ser pacientes. Não estaríamos disponíveis para ser pacientes face a uma receita errada sobre a qual o CDS, muitas vezes, alertou e que, hoje, infelizmente, os dados internacionais vêm confirmar", concluiu.