O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, garantiu esta segunda-feira que já os subsídios de parentalidade que se encontravam com pagamento em atraso em Lisboa e Vale do Tejo já estão normalizados.

“A informação que temos é que o problema já está resolvido. Houve num sítio do país [Lisboa e Vale do Tejo] com algumas dificuldades, que já foram ultrapassadas”, disse Pedro Mota Soares, referindo a importância de as prestações sociais serem pagas atempadamente, em declarações à margem da apresentação do novo portal Segurança Social Direta.

Segundo notícia da Rádio Renascença, datada de 19 de novembro, os atrasos nos pagamentos dos subsídios de parentalidade pela Segurança Social (SS) estão a gerar complicações às mães, especialmente às residentes das áreas de Lisboa, Setúbal e Aveiro, sendo vários os casos em que, enquanto esperam pelo dinheiro, têm sido obrigadas a utilizar poupanças e ajudas monetárias de familiares ou amigos.

Ana Clara Birrento, presidente do conselho diretivo do Instituto de Segurança Social, reconheceu a situação na entrevista à Rádio Renascença, explicando na altura que em “Lisboa, pela dimensão, e depois (…) em Aveiro e Setúbal, há algumas situações de atraso”, assegurando que esses atrasos são de “10, 15 dias, em termos de ilação de tempo”.

Hoje, Pedro Mota Soares afirmou que para o Governo “é muito importante que as prestações sociais sejam recebidas muito rapidamente pelas pessoas que delas precisam".

"Isso pode gerar alguns erros, algumas dificuldades, mas conseguimos resolver uma pontual que existia. Essas estão a ser pagas com tempo abaixo do que acontecia há quatro anos”, frisou Mota Soares.

De acordo com o ministro, uma pessoa que está à espera de um subsídio de desemprego ou de uma prestação de parentalidade tem de ter acesso à mesma “o mais cedo possível”.