Por: tvi24 | 19- 3- 2011 0: 10
O socialista Alberto Martins afirmou esta sexta-feira à Lusa que, apesar da crise interna, o partido «está em condições
de liderar» o Governo, levando o mandato «até ao fim», admitindo que o PEC é apenas uma «carta de intenções».
«Estamos
a exercer o poder com a legitimidade que decorre da vontade dos portugueses, fomos eleitos para levar [o mandato] até ao fim»,
advertiu.
À margem da apresentação, em Vila Nova de Cerveira, da moção política de orientação nacional de José Sócrates,
Alberto Martins afirmou que o PS «pretende criar condições para que a crise interna não se agrave e o país possa responder
às pressões financeiras externas evitando uma crise política».
Alberto Martins garantiu que o PS «está em condições
de liderar, o mais consensual possível, mas respeitando as regras da democracia».
Acrescentou, ainda, que o partido
quer «criar todas as condições para negociar o PEC [Plano de Estabilidade e Crescimento] no sentido de cumprir as metas de
2012-2013 e assegurar a garantia de reposta ao défice orçamental, mas também de desenvolvimento do país».
Alberto
Martins admitiu ainda que o PEC, anunciado pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, «é uma carta de intenções, por
isso é algo que é susceptível de ser precisado, negociado».
«Não é um projecto fechado, é aberto e estamos disponíveis
para o negociar com todos os partidos. Mas sem pôr em causa os seus objectivos estruturantes», sublinhou.
O também
ministro da Justiça afirmou, várias vezes, que o PS «não quer acentuar a crise política», mas sim dotar o país de «condições
para vencer a crise».
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