O líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Marinho e Pinto, acusou este sábado, no Funchal, a comunicação social de "massacrar" o país com propaganda dos cinco partidos com assento parlamentar, deixando sem visibilidade as propostas das outras forças políticas.

"A comunicação social massacra o país e os portugueses com propaganda do [António] Costa, do Passos [Coelho], do Paulo Portas, do Jerónimo [Sousa] e da Catarina Martins e despreza as propostas sérias e honestas que apareceram neste país, como é o caso do PDR", afirmou durante uma ação de pré-campanha para as eleições legislativas de 04 de outubro.


Marinho e Pinto esteve em contacto com a população no Mercado dos Lavradores e participou numa arruada no centro do Funchal, acompanhado do cabeça de lista pelo círculo da Madeira, Filipe Rebelo.

"Queremos é que a nossa mensagem chegue ao povo português e isso a comunicação social não tem feito", acusou o líder do PDR, considerando, por outro lado, ser "uma vergonha" que o Estado pague "mais de cinco milhões de euros por ano" aos partidos com assento na Assembleia da República: PSD, CDS, PS, CDU e BE.

Marinho e Pinto disse que "o voto mais inútil que há é nos partidos da oposição parlamentar", sublinhando que se o eleitorado continuar a votar nos mesmos, tudo vai continuar na mesma.

O dirigente esclareceu, ainda, que o PDR não é um partido de protesto, mas sim de denúncia. "É um partido de denúncia da podridão do Estado", disse. E realçou: "Somos um partido de denúncia da corrupção, do tráfico de influências, do compadrio no aparelho de Estado".

Marinho e Pinto realçou que uma das principais causas do agravamento da situação do país foi, precisamente, não ter havido quem denunciasse mais cedo os problemas, vincando que "o país é governável, desde que conseguimos pôr lá pessoas sérias e honestas".

O líder do PDR disse, por outro lado, que o aumento do número de partidos é uma demonstração de vitalidade da democracia e contribui para enfraquecer e dificultar a corrupção e a ação dos corruptos, bem como o aproveitamento do aparelho de Estado para a "voracidade das clientelas políticas".