Jerónimo de Sousa voltou a defender esta segunda-feira o fim da política de privatizações, que classificou de “negociatas” prejudiciais ao país que funcionam como “aspiradores dos recursos nacionais”.

O secretário-geral do PCP deu o exemplo da privatização da ANA, Aeroportos, como o caso dos aumentos das taxas aeroportuárias e das tarifas de acesso ao aeroporto por empresas de transporte de turistas e até o despedimento de alguns trabalhadores.

“As consequências das privatizações estão à vista de todos, incluindo dos vários governos que se têm submetido voluntariamente aos interesses do grande capital”, começou por dizer, durante a apresentação de Paulo Sá como candidato do PCP pelo Algarve nas próximas eleições legislativas, citado pela Lusa.

“Funcionam como uns aspiradores de recursos nacionais, abdicam do investimento, deixam praticamente de pagar impostos no nosso país, esmagam os direitos dos trabalhadores e abandonam qualquer missão estratégica que estas empresas detinham”.


Privatizações como é o caso da ANA e da TAP são, para aquele responsável, “um ato criminoso” para o país que tem de ser revertido. “Ainda hoje veio nos jornais mais uma negociata em que alguns arrecadaram uns milhares e milhões à custa das privatizações. Isto tem de acabar, esta política de compadrio e corrupção”, vincou Jerónimo de Sousa.

O Tribunal de Contas considerou que, no caso das privatizações da EDP e da REN, o Governo não tomou medidas legislativas "que acautelassem os interesses estratégicos do Estado Português após a conclusão do processo de privatização".

Também o Bloco de Esquerda invocou hoje o mesmo relatório para acusar o Governo português de fazer "privatizações ao desbarato".