O PCP defendeu esta quinta-feira "passos nítidos no caminho da defesa, reposição e conquista de direitos e rendimentos" no Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), após o primeiro-ministro ter afirmado não haver "folga", além do "progresso sustentável".

As limitações que o Governo impõe a si próprio decorrentes dos seus compromissos, sejam supranacionais ou outros, são conhecidas. Para o PCP, o que se impõe é que o OE2018 dê passos nítidos no caminho da defesa, reposição e conquista de direitos e rendimentos", disse fonte oficial comunista à Lusa.

Na quarta-feira, depois de uma reunião com a direção e os coordenadores do grupo parlamentar socialista, António Costa disse que o OE2018 será de "progresso sustentável", mas com gestão "prudente", recusando a ideia de "folga financeira" e a perspetiva de dar "passo maior do que a perna".

Ainda segundo a mesma fonte do PCP, há uma "exigência de avanço a que o OE2018 deve corresponder".

Interrogado sobre as pressões para que o OE2018 possa ir mais longe em matéria de aumento de rendimentos, em consequência do maior crescimento económico verificado este ano, o líder do executivo respondeu: "Não há folga".