O PCP reiterou hoje o pedido de demissão de todo o Governo da maioria PSD/CDS-PP e não só do ministro da Educação e Ciência, adiantando que vai propor a revogação do concurso de Bolsa de Contratação de Escola (BCE).

«Não nos limitamos a exigir a demissão do ministro Crato. Há muito que vimos exigindo a demissão de todo o Governo porque o problema não é isolado no ministro Crato ou num qualquer outro ministro», afirmou deputado comunista João Oliveira, no encerramento das jornadas parlamentares, em Loures.

Nuno Crato, depois de já ter pedido desculpa no Parlamento pelo erro na formulação das listas da BCE disse hoje que até quarta-feira chegam às escolas cerca de 800 professores e que, «em princípio», a situação ficará resolvida.

«São inaceitáveis as declarações do ministro da Educação de hoje mesmo afirmando que espera que tudo possa resolver-se, em vez de dar garantias concretas de solução para o problema criado», criticou o líder parlamentar do PCP.

João Oliveira considerou que «o problema com que o país está confrontado é com a execução de uma política que tem no Governo os seus mais diretos responsáveis e, portanto», no seu entender, justifica-se a sua demissão «pela política que executa, em violação da Constituição, dos direitos dos portugueses, dos compromissos eleitorais que assumiu».

«Aquilo que está a acontecer em termos de política educativa é isso mesmo - um Governo que governa contra os portugueses, o regime democrático e, particularmente no plano educativo, procurando desmantelar um pilar fundamental da democracia, que é a escola pública», completou.

Também hoje o Partido Socialista veio pedir a demissão do ministro da Educação, Nuno Crato, como consequência dos erros nos concursos de professores que levam a que, passado quase um mês do início do ano letivo, muitas escolas não tenham o quadro de professores completo