O secretário-geral do PCP mostrou-se, este domingo, “surpreendido” com a disponibilidade da UGT em participar em greves se não houver aumentos salariais da Função Pública, admitindo que estes são necessários.

Fico surpreendido com essa disponibilidade revolucionária em participar numa greve”

Jerónimo de Sousa admitiu que “os trabalhadores da administração pública estão há oito ou nove anos sem receber qualquer aumento salarial”.

O líder dos comunistas defendeu que "o descongelamento das carreiras não invalida que não precisem de uma resposta tal como os trabalhadores do setor privado”.

Há dois dias, em entrevista à TSF e ao DN/Dinheiro Vivo, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, alertou que os salários dos funcionários públicos não podem continuar congelados em 2019, e admitiu todos os cenários de luta. Incluindo, lá está, greves.

Hoje, à margem da inauguração da sede no Cadaval, questionado se o PCP vai apoiar essas greves, Jerónimo de Sousa disse que o que vai determinar essas lutas “não é a posição do PCP, mas sim a luta dos trabalhadores”,

O secretário-geral do PCP admitiu que quer alterar a legislação laboral para “repor direitos que desapareceram do Código do Trabalho”, dando como exemplos as questões da contratação coletiva, da caducidade dos contratos, das 35 horas de trabalho semanal, dos dias de férias e do aumento dos salários, “um conjunto de propostas que, a serem aprovadas, levaria a uma reposição e a um rumo positivo no quadro das relações laborais”.