O secretário-geral do PCP afirmou hoje que o líder socialista está numa «contradição insanável», comentando o encontro da véspera entre António José Seguro e o primeiro-ministro e presidente social-democrata, Passos Coelho.

«Em vez de uma divergência insanável, creio que há aqui uma contradição insanável», declarou Jerónimo de Sousa, após encontro com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, em Lisboa.

Passos Coelho convocara Seguro para um encontro, que durou três horas, na residência oficial do Chefe do Governo, em São Bento, e o líder do maior partido da oposição garantiu existirem «divergências insanáveis» relativamente à estratégia orçamental para o país.

«Era bom que explicitassem como querem resolver este problema de estarem com as medidas que condicionam a nossa soberania orçamental e, depois, dizem que há divergências com o Governo, que também está de acordo com esses parâmetros e regras que nos espartilham», continuou o líder comunista.

Para Jerónimo de Sousa, «não ficou claro, nessa conversa longa, onde se entendem e onde se desentendem».

«Uma coisa percebemos, o PS quer ser Governo. Não sabemos é que política defende. Há divergências insanáveis em quê? Por exemplo, no Tratado Orçamental? Estamos condicionados por esses instrumentos que o PS também aprovou», disse.