O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse no Algarve que o PCP não está disponível apoiar políticas de agravamento fiscal e vincou a importância de aumentar capacidade produtiva nacional.

Nós precisamos produzir mais, de produzir mais riqueza e distribui-la melhor”, referiu o líder comunista, acrescentando que, sem o aumento da produção não é possível resolver o problema do desemprego.

Para Jerónimo de Sousa a solução passa por políticas nacionais de investimento e de desenvolvimento que permitam mudar o rumo do país e pela busca de mais receitas com uma política fiscal que taxe os grandes interesses, os grandes negócios e as grandes fortunas.

A própria União Europeia reconheceu, recentemente, que estes quatro anos foram devastadores para o plano social, para os trabalhadores, para os reformados, para os pequenos e médios empresário”, observou Jerónimo de Sousa, lamentando a recomendação europeia de medidas de reforço da receita estatal.

À margem da inauguração do novo Centro de Trabalho do PCP, em Vila Real de Santo António, Jerónimo de Sousa defendeu que Portugal tem de se “libertar destes constrangimentos” e da submissão.

O grande desafio é “saber se nós, portugueses, temos ou não direito a construir o nosso futuro coletivo de uma forma independente, progressista que tenha em conta os grandes anseios dos portugueses. É a grande opção: libertar-nos ou submetermo-nos”.