“O PCP repudia mais esta atitude típica do capitalismo mais selvagem, que invariavelmente opta pela sua máxima de partilhar os prejuízos e arrecadar os lucros”, revela comunicado hoje enviado pela concelhia do PCP de Gaia e segundo o qual o partido "apresentou no dia 28 de abril perguntas sobre este processo ao Ministro da Economia e ao Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social".

Os comunistas assinalam que a cadeia de lojas Makro “anunciou que pretende proceder a um despedimento coletivo em Portugal abrangendo cerca de 230 trabalhadores”, destacando que “cerca de 90 são trabalhadores da região do Grande Porto, das lojas de Matosinhos e de Vila Nova de Gaia”.

Para o PCP de Gaia “este despedimento coletivo transporta consigo uma tremenda injustiça” uma vez que aquela “empresa multinacional anunciou que em 2014 triplicou os seus lucros face a 2013, atingindo os 127 milhões de euros”, cita a Lusa.

“Estamos perante uma empresa que terá beneficiado de apoios do Estado Português e da União Europeia quando se instalou em Portugal e que agora ignora pura e simplesmente esses apoios que terão sido viabilizados recorrendo também aos impostos dos trabalhadores portugueses”, destaca o partido.

Segundo o PCP, a empresa “em vez de anunciar a lista dos trabalhadores que pretende despedir e negociar a eventual rescisão contratual, inverteu o processo e andou a convidar os trabalhadores a abdicarem do seu posto de trabalho”, tentando assim “tornear os procedimentos legais a que está obrigada no âmbito do despedimento coletivo”.

Solidarizando-se com os trabalhadores “pressionados a aceitar as rescisões dos seus contratos”, o PCP de Gaia exige que o Governo e a Câmara Municipal de Gaia “interpelem a empresa sobre as suas intenções e sobre a justeza das mesmas”.