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PCP será em 2012 «a grande força de oposição»

Jerónimo de Sousa publicou no site do PCP uma mensagem aos portugueses

Por: tvi24 / PP  |  30- 12- 2011  14: 14

30/05/2011 Jerónimo de Sousa em entrevista à Lusa (PAULO CUNHA / LUSA)

O secretário-geral do PCP afirma que em 2012 o seu partido será a «grande força de oposição à política de destruição em curso» de «de terra queimada» do Governo, defendendo que é preciso combater a «natureza exploradora do capitalismo».

«No ano que vai começar, Portugal e o mundo assistem à natureza exploradora do capitalismo, ao seu rasto de destruição e miséria, às ameaças aos direitos dos povos e à paz, o PCP afirma-se como grande força de oposição à política de destruição que está em curso. É por isso cada vez mais evidente que a solução para a crise é o caminho da democracia e do socialismo, que o PCP propõe para Portugal», diz Jerónimo de Sousa, numa mensagem de Ano Novo gravada em vídeo e colocada no «site» do partido.

Apesar de deixar «uma palavra de esperança numa vida melhor e de confiança de que o país não está condenado a este rumo de injustiças e declínio», o líder comunista traça um cenário negro para o ano que vai começar, escreve a Lusa.

«Nos próximos dias, o povo português começará a sentir na pele a brutalidade dos aumentos dos preços e a tentativa de aumento do horário de trabalho, contrariando aquilo que foi avanço da Humanidade nos últimos 150 anos, o Governo PSD/CDS quer impor o trabalho forçado aos trabalhadores, é o agravamento da exploração de quem trabalha, para encher os bolsos de quem explora», refere.

Para Jerónimo, «o país vive uma política de terra queimada que não pode, não está, nem vai ser aceite, e está nas mãos de todos e de cada um, com a sua intervenção, a sua luta, exigir uma outra política, que olhe para as pessoas, para o seu direito a uma vida com dignidade, e não para os interesses e lucros dos grupos económicos e dos bancos».

«Uma política que defenda e promova a produção nacional e os nossos recursos, que não desbarate e aliene o que o país ainda preserva de empresas e sectores estratégicos, uma política que valorize quem trabalha e não que promova ainda mais a exploração, fazendo andar a roda da História para o tempo do trabalho de sol a sol. Uma política de afirmação da soberania e da dignidade nacional e não de desprezo pelos interesses do país e de atitude servil perante as potências estrangeiras», acrescenta.

O líder do PCP termina afirmando que «é possível um Portugal mais justo e desenvolvido», é preciso «saber e conseguir construir, rejeitando o pacto de agressão e afirmando a exigência de uma política patriótica e de esquerda».

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