Por: Redacção | 18- 5- 2008 20: 31
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, devolveu este domingo ao primeiro-ministro, José Sócrates, a acusação de
«sectarismo» e de querer «condicionar» a negociação do Código do Trabalho na concertação social.
Em declarações à
Agência Lusa, Jerónimo questionou «quem manipula quem» se «foi o ministro do Trabalho a dizer que as principais malfeitorias
do Código - os despedimentos sem justa causa, os horários de trabalho - não vão ser negociadas».
«Vão ser impostas.
É caso para se dizer que é atirar a pedra e esconder a mão», afirmou o líder comunista em resposta a José Sócrates que sábado
insistiu nas acusações aos comunistas.
Numa reunião com militantes do PS, em Braga, José Sócrates criticou as posições
do PCP e da CGTP, que classificou de «puro radicalismo», e acusou os comunistas de «querer condicionar os sindicatos» para
impedir um consenso com o Governo na revisão do código.
Esta tarde, no encerramento da assembleia do sector intelectual
da Direcção da Organização Regional de Lisboa (DORL) do PCP, Jerónimo de Sousa atacou o chefe do Governo por «andar numa lufa
a tentar vender gato por lebre» quanto às propostas do código.
O líder comunista responsabilizou o ministro do Trabalho,
Vieira da Silva, de instrumentalizar as negociações da legislação laboral.
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