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PCP e BE querem renegociação da dívida

Partidos criticaram políticas seguidas pela União Europeia

Por: Redacção / IPL  |  19- 10- 2011  18: 5

Debate Louçã-Jerónimo

O PCP e o Bloco de Esquerda (BE) criticaram as políticas seguidas pela União Europeia e defenderam esta quarta-feira a renegociação da dívida e o crescimento económico devem estar na agenda do Conselho Europeu do próximo Domingo, avança a Lusa.

Jerónimo de Sousa (PCP) e Francisco Louçã (BE) reuniram-se com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, e criticaram as políticas seguidas pela União Europeia. O PCP e o BE defenderam esta quarta-feira que a renegociação da dívida e o crescimento económico devem estar na agenda do Conselho Europeu do próximo Domingo, avança a Lusa.

O coordenador Comissão Política do BE, Francisco Louçã, contestou o eventual reforço fundo de estabilização europeu «de 450 mil milhões para um bilião ou dois biliões de euros», considerando que essa medida iria acentuar «a incerteza», contribuindo para «o afundamento da Europa».

Segundo o dirigente do BE, a União Europeia daria um sinal de que «está à espera que, depois das dificuldades da Grécia, da Irlanda e de Portugal outros países, desta vez grandes economias como a Itália ou a Espanha, estejam elas próprias a ser forçadas recorrer a um fundo desse tipo».

Por sua vez, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que «a questão da renegociação da dívida» é «fundamental» e referiu que no caso da Grécia «já admitem, tendo em conta que aquele país chegou ao limite, e para procurar salvar parte dos seus interesses, a tal reestruturação ou perdão».

De acordo com Jerónimo de Sousa, Portugal precisa de «iniciar uma negociação de uma dívida», uma vez que não tem condições para pagar «parte dela», tendo em conta «o quadro económico e social» que se avizinha.

O Conselho Europeu de Domingo deve ser aproveitado para debater o «caminho que está a ser seguido» e «que não vai dar a lado nenhum», refere Jerónimo aproveitando o exemplo da Grécia.

«Nós precisamos de produzir mais, criar mais riqueza para resolver o problema do défice, para resolver o problema da dívida, para encontrar um caminho de justiça social que, neste momento, não existe», frisou.

Também Louçã defendeu que a UE «precisa de reestruturar a dívida da Grécia, precisa de renegociar as suas dívidas e de permitir às economias a margem de manobra para programas decisivos para a criação de emprego».

«Só com o crescimento da economia, só com a criação de emprego é que é possível responder à crise que estamos a viver», sustentou Louçã.

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