O PCP acusa o Governo de tirar salários aos trabalhadores e transferi-los para «os bolsos dos banqueiros», declarando ainda que os dados de hoje da execução orçamental dizem respeito a um Orçamento do Estado (OE) declarado inconstitucional.

A execução orçamental, advogou o deputado comunista Paulo Sá, «diz respeito a um OE que foi declarado inconstitucional e por isso não pode servir de elemento de avaliação orçamental futura».

«Aquilo que o Governo tirou aos trabalhadores nos seus salários foi direitinho para os bolsos dos banqueiros através dos juros da dívida pública», assinalou todavia o comunista, que comentava os dados de hoje da Direção-Geral do Orçamento (DGO), segundo os quais o défice das administrações públicas foi de 959 milhões de euros até maio deste ano, o que «compara favoravelmente» com o valor verificado no período homólogo.

Paulo Sá criticou ainda o executivo por, disse, ter cortado nos impostos «sobre os lucros das grandes empresas» e ter cortado «a eito» nas prestações sociais.

«A receita fiscal caiu em maio de 2014 relativamente a maio do ano passado, o que contraria a tese do Governo da recuperação económica», realçou ainda o deputado.

De acordo com a síntese de execução orçamental hoje publicada pela DGO, até maio, o défice das administrações públicas relevante para efeitos do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) e em contabilidade nacional foi de 959 milhões de euros, menos 631 milhões do que o observado nos primeiros cinco meses de 2013.

BE compara Governo ao «Robin dos Bosques», mas no sentido «inverso»

Por sua vez, o Bloco de Esquerda (BE) comparou o Governo com «Robin dos Bosques», mas no sentido «inverso», com o executivo a «tirar de baixo para dar aos de cima».

«Os dados da execução orçamental agora conhecidos, dos primeiros cinco meses do ano, dão conta que o Governo faz o inverso da política de Robin dos Bosques: Robin dos Bosques retirava aos ricos para dar aos pobres, o Governo o que faz é tirar aos de baixo para dar aos de cima», acusou o líder parlamentar bloquista, Pedro Filipe Soares.

O BE chama a atenção para o aumento do pagamento dos juros, que subiu «mais de 200 milhões de euros só nos primeiros cinco meses» de 2014.

«Quem é que paga este ajustamento? Pagam as pessoas, com mais impostos, paga a economia, porque com esta sobrecarga de impostos impede-se o desenrolar concreto e harmonioso da economia», assinalou Pedro Filipe Soares.

De acordo com a síntese de execução orçamental hoje publicada pela DGO, até maio, o défice das administrações públicas relevante para efeitos do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) e em contabilidade nacional foi de 959 milhões de euros, menos 631 milhões do que o observado nos primeiros cinco meses de 2013.