O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições europeias Paulo Rangel pediu esta quarta-feira ao secretário-geral do PS, António José Seguro, para falar de economia em vez de lançar «tricas» sobre afirmações de Jean-Claude Juncker.

Questionado sobre a afirmação do candidato a presidente da Comissão Europeia apoiado pela coligação PSD/CDS-PP de que «as pessoas são tão importantes como os bens e o capital», criticada pelo secretário-geral do PS, Paulo Rangel escusou-se a comentá-la: «Nós não vamos entrar em fait-divers e em coisas pequenas».

«António José Seguro que venha falar de economia, que venha falar de crescimento, que venha falar de emprego, que diga quais são as propostas que tem para a Europa, que isso é que era positivo, em vez de estar aí com pequenas tricas que mostram de facto a política a um nível muito, muito, muito pequeno», acrescentou, durante uma visita a uma empresa, no concelho de Santarém.

Antes, o número um indicado pelo CDS-PP para Aliança Portugal, Nuno Melo, alegou que o secretário-geral do PS «ainda nada disse sobre agricultura» e desafiou-o a explicar «por que razão é que a agricultura deixou de ser uma área fundamental, prioritária para os socialistas».

«Não há uma palavra para a economia, não há uma palavra nem para a agricultura, nem para a indústria», reforçou Paulo Rangel, sustentando que, ao contrário do PS, ao longo desta campanha a coligação PSD/CDS-PP não alimentou «casos e incidentes» e apresentou uma agenda para a reindustrialização e para o crescimento económico na Europa.

Como bases para a reindustrialização, o social-democrata apontou o aprofundamento do mercado único de bens e serviços, o acordo comercial com os Estados Unidos e a integração dos mercados energéticos, referindo que «o custo da energia em Portugal é extremamente elevado» e que «apesar dos avanços que já se fizeram, é preciso fazer mais».

O cabeça de lista da Aliança Portugal disse que as «visitas sistemáticas» a empresas são uma forma de esta candidatura assinalar os «exemplos de boas práticas sob o ponto de vista da economia» e, em contraste, atribuiu ao PS «um discurso catastrofista e destrutivo».

Esta quarta-feira, a coligação PSD/CDS-PP visitou uma empresa de congelados de peixe, uma distribuidora de pera rocha, uma indústria de refrigeração e uma unidade de produção de ovos.