O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições europeias considerou esta segunda-feira «muito positiva» a decisão de uma «saída limpa» do programa de assistência económica financeira e acusou o PS de «insensibilidade social» pelas reações à decisão.

«Efetivamente o que se trata é uma atitude que revela uma grande insensibilidade social e que não respeita os sacrifícios dos portugueses», disse Paulo Rangel, no Fundão, durante uma ação de campanha que está a levar a cabo ao longo do dia, no distrito de Castelo Branco.

Paulo Rangel sublinhou que a decisão do Governo foi «muito positiva» e que permitirá «entrar numa nova fase, uma fase em que Portugal deixará de estar sujeito ao controlo da troika em que Portugal ganha outra vez um grande espaço de manobra na formação das suas políticas», apontou.

O candidato sublinhou que esta passa a ser a «altura para investir no crescimento e no emprego, na criação de postos de trabalho».

Motivos para «celebrar» e pelos quais o candidato não entende e lamentou as reações da oposição, designadamente as do líder do PS e do cabeça de lista daquele partido às eleições europeias.

«A forma como o PS reagiu, nomeadamente António José Seguro, revela uma grande insensibilidade social porque, se nós conseguimos sair e libertarmo-nos da 'troika' neste momento isso deve-se essencialmente ao esforço dos portugueses», reiterou.

Paulo Rangel também repudiou às afirmações do adversário, que referiu ser «irrelevante» a forma de saída por considerar que o país está pior do que há três anos e defendeu que "sendo estas as primeiras eleições europeias depois da presença da 'troika'" em Portugal, é importante «debater tudo aquilo que se passou».

«Obviamente que teremos de debater tudo aquilo que se passou: quem foi responsável por chamar a troika, quem no fundo criou a banca rota e quem nos aliviou da banca rota», disse em resposta às declarações de Francisco Assis, nas quais o candidato socialista manifestou disponibilidade para o debate, mas «com elevação» e sem «entrar» no «confronto demagógico de saber quem trouxe ou deixou de trazer» a troika para Portugal.

O candidato da coligação PSD/CDS não concorda que esse debate seja «um pouco infantil», tal como foi classificado pelo adversário socialista, e garante que tem de ser realizado, até porque não se pode «tratar da mesma maneira o incendiário e o bombeiro", apontou, garantindo que os incendiários foram "sem dúvida o PS e os governos de José Sócrates».

Presente nesta ação, que começou nas ruas e mercado semanal do Fundão, o centrista Nuno Melo, 4.º candidato das listas PSD/CDS-PP às europeias de 25 de maio, mostrou-se chocado com o facto de Francisco Assis ter dito que não festejará a saída da troika e assumiu não «achar normal» que, «em tempos de crise» se espalhem «cartazes caríssimos dizendo mudança, quando estes representam os rostos dos que trouxeram a troika para Portugal», cita a Lusa.