O eurodeputado do PSD e novamente cabeça de lista às próximas eleições para Bruxelas, Paulo Rangel, declarou este domingo, à chegada ao XXXV Congresso «laranja», que será o PS em cheque no sufrágio e não o Governo da maioria.

«Estamos perfeitamente conscientes de que vai ser uma batalha duríssima e dificílima. Uma coisa é certa, esta batalha eleitoral é um teste ao PS, não ao Governo. O PS está com imensas dificuldades em fazer a lista, com imensa hesitação em relação ao programa cautelar, não sabe se quer uma saída limpa», disse, ao entrar para o terceiro e último dia de trabalhos no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Sobre a intervenção da véspera do antigo líder social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa, que arrebatou a plateia, Rangel valorizou a emoção da ocasião.

«Foi um discurso muito afetivo. Obviamente, já sabemos que é um dos nomes presidenciáveis, era antes e continua a ser depois disso», afirmou, classificando a escolha do ex-ministro Miguel Relvas para o Conselho Nacional como «uma escolha do presidente e, portanto, respeitável».