O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições europeias, Paulo Rangel, considerou esta quinta-feira que os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quinta-feira, «lidos com cuidado, e com atenção, são boas notícias».

Questionado pelos jornalistas sobre a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,7% no primeiro trimestre deste ano face ao trimestre anterior, Paulo Rangel disse tratar-se de «um ligeiro arrefecimento, que, no entanto, não põe em causa o crescimento homólogo», destacando o crescimento de 1,2% registado em termos homólogos como «garantia de que as coisas não estão a derrapar, muito pelo contrário».

«A tendência de crescimento mantém-se, no médio prazo», alegou. «Se no trimestre que previsivelmente é pior a tendência de crescimento homólogo é 1,2%, isto pode ser uma boa notícia para o ano inteiro. É assim que eu estou a ver os números, mas admito que outros queiram ver outras coisas, porque obviamente estamos em momento eleitoral e há sempre quem queira transformar a realidade para aproveitar para o dia a dia», acrescentou.

Paulo Rangel começou por defender que «os números do INE têm de ser vistos em contexto» e argumentou que «o primeiro trimestre previsivelmente é o trimestre pior», mencionando os seguintes fatores: «Houve, neste caso, paragem da Autoeuropa, paragem da Galp, a Páscoa este ano foi em abril, não foi em março».

Segundo o eurodeputado social-democrata, «o ponto fundamental» é crescimento em termos homólogos «em linha com a previsão» inscrita no Documento de Estratégia Orçamental: «O que significa que, provavelmente, até vamos melhorar as previsões».

«Sinceramente, lidas com cuidado, e com atenção, são boas notícias», concluiu, ressalvando que «preferia um número melhor» para a evolução da economia em cadeia.