O presidente do grupo parlamentar do Partido Social-Democrata, Paulo Rangel, disse este sábado que as comunidades portuguesas sentem-se maltratadas e desprezadas pelo actual governo.

Paulo Rangel falava à Lusa no final de um encontro das estruturas do PSD/Europa, que decorreu em Estrasburgo, com as eleições europeias e legislativas e as comunidades portuguesas na agenda.

Entre os muitos temas, adiantou, foi abordada a forma como o governo português tem tratado os emigrantes portugueses.

Uma avaliação

«Houve uma avaliação feita pelos diferentes intervenientes sobre a política do governo nesta área e aqui houve uma avaliação muito negativa. As comunidades portuguesas consideram que não foram uma prioridade para este governo tendo sido desprezadas e maltratadas», disse.

Segundo Paulo Rangel, uma das questões abordadas foi o direito de voto dos emigrantes e foi considerado «inaceitável que a maioria PS quisesse retirar este direito».

Rede de contactos

«Foi uma troca de impressões muito rica e vasta, estabelecendo-se uma rede de contactos», disse, o lider parlamentar social-democrata, adiantando que ficou decidida uma maior articulação das estruturas locais do PSD com os partidos correspondentes nos respectivos países.

Paulo Rangel disse ainda que ficou encarregue de, na próxima conferência de lideres Parlamentares do PPE a 16 de Março, apresentar uma proposta no sentido de institucionalizar relações entre os partidos pelos emigrantes e os partidos locais correspondentes.

O objectivo é que as estruturas do PSD português possam colaborar e ter apoio logístico respectivo de forma a aumentar a mobilização dos portugueses.

A divulgação da cultura portuguesa, os fluxos migratórios, a relação com as comunidades empresariais e culturais foram outros dos temas em debate.