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«Há promiscuidade entre o interesse público, privado e partidário»

Paulo Rangel considera que o poder executivo e o poder judicial estão desacreditados

Por: tvi24 / CP  |  26- 2- 2010  8: 47

Paulo Rangel na campanha com Ferreira Leite

O candidato à liderança do PSD considera que o poder executivo e o poder judicial estão desacreditados em Portugal e propôs-se acabar com a promiscuidade entre os interesses público, privado e partidário.

Paulo Rangel falava durante uma sessão com militantes, numa sala de um hotel de Lisboa, onde estiveram presentes sociais-democratas como António Mexia, António Borges, Helena Lopes da Costa, Carlos Pinto e Pacheco Pereira, além da deputada eleita pelo PSD e ex-militante do CDS-PP Maria José Nogueira Pinto.

No início do seu discurso, Paulo Rangel disse que, além de enfrentar uma crise económica e financeira, «é também no plano político que o país vive uma crise sem paralelo».

«A autoridade, a credibilidade, o prestígio, a capacidade de intervenção, a capacidade de actuação, a capacidade de direcção deste Governo estão claramente em causa neste momento. Vive-se uma erosão do poder executivo. Vive-se uma erosão, uma degradação, uma degenerescência da autoridade do Estado, que aliás assenta, neste momento, não apenas no poder executivo, mas também no poder judicial», considerou.

Segundo o eurodeputado, «neste momento, estes dois poderes estão desacreditados» e existe em Portugal «uma promiscuidade entre o interesse público, interesse privado, e agora também, sabemo-lo, o interesse partidário».

«É justamente para acabar com esta situação, para pôr termo, para fazer uma quebra, um corte, uma ruptura com esta confusão, com esta mistura, com esta promiscuidade e proximidade entre interesses que têm de ser claramente separados e em que a transparência exige que de um lado esteja o público, e do outro o privado, e que em nenhum lado esteja o partidário ¿ é em nome desses valores que também me candidato», rematou.

Em concreto sobre a comunicação social, disse que o PSD não fez «uma ruptura» privatizando a propriedade dos média «para ela agora ser invertida pela porta fácil e para que agora seja o Governo agora a dirigir em grande parte a agenda dos jornais, a agenda das rádios, a agenda das televisões».

Ao longo do seu discurso, Paulo Rangel apontou o sonho de libertar os portugueses do endividamento e de, com uma mudança de política educativa, conseguir dentro de duas ou três décadas «o milagre da mobilidade social, da ascensão social, da elevação do patamar de vida da generalidade dos portugueses, da criação de uma forte classe média».

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