O líder parlamentar do PSD afirmou esta sexta-feira que cabe ao parlamento dirigir os pedidos de explicação aos membros do Governo sobre os vistos gold, mas adiantou que a tutela é de Paulo Portas, apelidando-o de «porta-voz» do programa.

«Se a tutela desta área é do senhor vice-primeiro-ministro e se é ele que tem sido o porta-voz do Governo sobre ela, naturalmente ele dará as explicações em nome do Governo», acrescentou o líder parlamentar social-democrata.

Luís Montenegro falava depois de questionado sobre se além do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, não devia também explicações à Assembleia da República sobre os vistos ‘gold', tendo começado por dizer que os esclarecimentos «são aqueles que forem suscitados pelo parlamento».

Falando ao lado do líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, já que ambos saíam de uma reunião com o PS, Montenegro foi primeiro interrogado sobre a matéria em termos gerais, respondendo com a disponibilidade da maioria em viabilizar a ida de Portas ao parlamento.

«Eu diria que a avaliação do programa dos vistos ‘gold' e o requerimento que terá sido apresentado ou que vai ser apresentado, merecem da nossa parte a viabilização adequada para prestar os esclarecimentos que forem devidos sobre os méritos e a forma como ele tem sido implementado», disse.

«Na questão judicial, o nosso desejo é que a justiça funcione e funcione com rapidez e com os critérios que a lei prevê», acrescentou.

Paulo Portas disponível para ser ouvido no parlamento

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, afirmou esta sexta-feira que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, está disponível para ir ao parlamento prestar esclarecimentos sobre o programa dos vistos gold.

«Para falar dos vistos gold, o doutor Paulo Portas está disponível. Aliás, não me recordo de ele ter-se negado a vir à Assembleia da República», disse Nuno Magalhães aos jornalistas no parlamento, sublinhando que esses esclarecimentos não são sobre a questão judicial.

O presidente da bancada centrista defendeu que não se deve «confundir a árvore com a floresta», argumentando que o programa existe noutros dez países da Europa e que «tem trazido investimento para Portugal».

«O doutor Paulo Portas para falar sobre esse programa estará obviamente disponível. Quanto à questão da justiça, aguardamos. Esperamos que a justiça atue com autonomia e independência, e se houver alegados crimes ou abusos devem ser obviamente punidos», afirmou.