O líder do CDS e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, foi hoje a Oliveira do Bairro explicar que «os ténues sinais» de recuperação económica revelam a esperança de Portugal em crescer e destacou o contributo do partido.

Paulo Portas, que participou num almoço-comício do candidato do CDS à Câmara de Oliveira do Bairro, Paulo Caiado, reafirmou que «a economia portuguesa já saiu do fundo, já lá não voltará e está a começar a dar os primeiros sinais de crescimento», concluindo que deve ser feito tudo o que estiver ao alcance para o consolidar nos próximos anos.

«Bem sei que alguns não querem crer, mas é importante que a economia tenha tido o primeiro trimestre a crescer, pela primeira vez criado emprego, que as exportações estejam a bater o recorde, que no turismo seja um dos melhores anos de sempre, que o número de empresas que nascem seja maior do que aquelas que desaparecem, que haja sinais interessantes na produção industrial e no consumo alimentar. São sinais ténues, mas é ou não verdade que Portugal quer ter esperança, quer que esses sinais venham a ser uma realidade com mais força?», interrogou.

O dever, afirmou, «é proteger esses sinais, é compreender essa vontade da economia de crescer, é dar condições ao setor privado para investir».

Num concelho onde o setor industrial convive com a ruralidade, o líder do CDS sublinhou a marca do seu partido nesses «sinais», através da ação de Assunção Cristas no Ministério da Agricultura.

«Onde houve mais investimento, muitas exportações, mais postos de trabalho e mais sinais de esperança para uma nova geração de empresários foi na agricultura, no agroindustrial e agroalimentar», disse.

Numa mensagem aos agricultores, Paulo Portas concluiu que, «se os eleitores tivessem de escolher Assunção Cristas ou Jaime Silva, ela teria uma maioria tão absoluta que o tempo dos socialistas na agricultura faria corar de vergonha o PS».

A execução em 70% do programa de apoio ao desenvolvimento rural (Proder), quando «no tempo dos socialistas era de 20%», os pagamentos únicos antecipados e os pagamentos mensais feitos a tempo foram "realidades" que lembrou aos agricultores.

«Hoje vemos a nascer na agricultura uma forte onda de investimento, que gera riqueza e emprego. Neste primeiro semestre, foram criados na agricultura mais 7.500 projetos de investimento», completou, sublinhando que «muito se deve à ação da ministra do CDS no governo de coligação» e que o CDS não se lembra da agricultura «apenas quando é preciso, mas todos os dias».