O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, lamentou este domingo a morte do escritor Vasco Graça Moura, classificando-o como um «homem de convicções, cidadão com carácter e português culto e da cultura», numa nota enviada à Lusa.

«Escritor, poeta, ensaísta, político, gestor, jurista, divulgador, governante, deputado, tradutor e tantas coisas mais. Não se pode definir, nem escolher, numa palavra, o que só se resume no nome Vasco Graça Moura», escreveu Paulo Portas sobre o escritor que morreu hoje, aos 72 anos, de doença prolongada.

Para Portas, «seriam precisas várias vidas para se conseguir escrever e descrever tudo o que Vasco Graça Moura conseguiu, na sua vida, ser e realizar».

«Homem de convicções, cidadão com caráter e português culto e da cultura, Vasco Graça Moura debateu e combateu pela sua ideia de Portugal, escreveu e defendeu a Língua Portuguesa. Frontalmente e magnificamente», frisou.

«Poderíamos recordar o verso de Camões, ilustrando a dedicação dos escritores à Cultura: 'Para servir-vos, braços às armas feito, para cantar-vos, mente às musas dada'», observou.

Paulo Portas apresentou «em nome do CDS condolências à sua família» e recordou, «a título pessoal, uma amizade indiferente às diferenças».

«Muito recentemente pude despedir-me de Vasco Graça Moura, já sensivelmente doente. A memória que gravei foi a de um homem que até ao fim desafiou a adversidade, querendo cumprir os seus deveres e mantendo inalterado o seu impecável bom humor», relatou.