Paulo Portas considera que uma possível saída do euro seria “dramática” para Portugal. No último debate das eleições legislativas, na TVI24, o vice-primeiro-ministro defrontou Heloísa Apolónia, do partido “Os Verdes”, que afirmou que o país tem de estar preparado para uma “possível saída de Portugal do Euro”, opinião da qual Portas discordou.

“O que é que significava sair do euro? É evidente que em termos académicos temos sempre alternativas. Significava desvalorizar radicalmente a moeda. Isso tinha uma consequência imediata: as pensões, os salários ou as poupanças das pessoas caiam vertiginosamente. Perdiam valor. 40 a 50 por cento segundo estudos que se conhecem. De repente uma pessoa tem rendimentos de 50 passava a ter 25”.


O líder do CDS-PP reagia assim à afirmação da deputada de "Os Verdes", que considera que "o euro foi feito para a dimensão de grandes economias e não foi feito para pequenas economias como a portuguesa”.
 

“Desde que entramos no euro, o investimento desceu e a dívida subiu. Temos um país amarrado, com uma dependência e fragilidade enorme", afirmou Heloísa Apolónia.


Por seu lado, Paulo Portas mostrou-se desagradado com esta posição e lembrou a deputada de que “a governação não é uma coisa que aconteça por abstração ou utopia” e que a dívida não se deve ao euro.

“Dizer que a queda do investimento se deve ao euro, ou que a dívida se deve ao euro… a dívida deve-se à completa irresponsabilidade dos governos socialistas que a passaram de 60 para 110% do PIB em cinco anos”.


Já Heloísa Apolónia considerou que o Governo tem um "plano de estabilidade e crescimento que nos ata de pés e mãos" o que "significa que estamos profundamente constrangidos relativamente a determinadas regras que são impostas e que não temos oportunidade de cumprir sobre pena de um descalabro autêntico para portugueses". 

"Tem 500 mil pessoas a emigrar no seu país, cantinas sociais cheias, a fome cresceu no país com as políticas deste governo, salários baixos, pensões de misérias, desemprego altíssimo", enumerou a deputada do PEV, lembrando ainda Portas que “neste momento as famílias portuguesas estão a confrontar-se com um mês absolutamente dramático, que é um mês onde as crianças chegam as escolas e as despesas disparam, porque o estado quer aliviar-se das funções sociais que deve cumprir". 

 

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