Paulo Portas é líder do CDS-PP, partido em coligação com o PSD no Governo, renovada para as eleições legislativas do dia 4 de outubro. A polémica quanto aos debates eleitorais resultou na representação das coligações apenas por um dos líderes, nesses frente-a-frente nas televisões, e sem um debate final entre todos os líderes partidários. Os afetados são a coligação Portugal à Frente e a CDU.

"As televisões propuseram debates com PSD, CDS-PP, PS, PCP, BE e Os Verdes. Se a liberdade editorial se fosse respeitada, era o que aconteceria", começou por lembrar Paulo Portas, na TVI24, para depois apontar o dedo a quem considera responsável por não ser assim.

"O PS tem feito vetos, não foi só a mim, foi à Heloísa Apolónia (d'Os Verdes) (...). O que não foi respeitado foi a liberdade editorial e a representação do parlamento", atirou. 

"Para mim o que é o mais importante, deixo-vos uma pergunta: o PS vetou um partido nos debates, acho que não é um ato isolado. Creio que ouvi António Costa dizer na Quadratura do Círculo, que o debate quinzenal era uma estupidez. Como é que ele acha que se fiscaliza um primeiro-ministro? Há aqui uns sinais de arrogância, veto aquele no debate, os debates com o primeiro-ministro são uma estupidez..."


Paulo Portas ressalvou que uma coisa é a qualidade dos debates, outra coisa é a necessidade de a oposição interpelar o Governo. "Vejo debates quinzenais em todos os parlamentos democráticos".

Serão, precisamente, Paulo Portas e Heloísa Apolónia, os parceiros das suas respetivas coligações, a protagonizarem o debate eleitoral do próximo dia 9  de setembro, quarta-feira, na TVI. 


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