O PS questionou esta sexta-feira o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, se o executivo não tem plano B para eventuais chumbos do Tribunal Constitucional, afirmando que um Governo responsável tem sempre alternativas.

«O senhor vice-primeiro-ministro afirmou aqui que o Governo não tem plano B. Não tem plano B porque se demitiu das responsabilidades de procurar alternativas, ou porque já não acredita que a meta orçamental de 2014 possa ser cumprida? Um Governo responsável tem plano B, plano C e plano D», defendeu o deputado socialista Pedro Nuno Santos.

Durante uma audição no Parlamento sobre as oitava e nona avaliações do programa de resgate, o também o vice-presidente da bancada parlamentar socialista acusou ainda Paulo Portas de contradições, quando diz que o Governo não acredita num modelo de salários baixos como fator de aumento da produtividade do país, dizendo que as reformas estruturais implementadas por este Executivo levam todas ao embaratecimento do trabalho.

«Não se esqueça que foi o seu Governo que tentou reduzir os salários de todos os portugueses com um aumento da TSU [Taxa Social Única], e foi derrotado pelos milhares de portugueses na rua», afirmou Pedro Nuno Santos.

O deputado socialista Vieira da Silva, presidente da comissão parlamentar de acompanhamento das medidas do programa de assistência económica e financeira onde está a ser ouvido hoje Paulo Portas, aproveitou ainda para fazer um reparo ao vice-primeiro-ministro.

Paulo Portas dizia, sobre o salário mínimo, que este era decidido em concertação social, mas o antigo ministro do Trabalho de José Sócrates corrigiu o governante, lembrando que essa matéria é decidida pelo Governo, como diz a própria a lei, depois de ouvidos os parceiros sociais, e que nos últimos 30 anos apenas por uma vez foi conseguido um acordo total entre as partes.