O vice-primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira que a economia portuguesa ainda não chegou a um «patamar ótimo, nem sequer muito bom», mas que está melhor do que há um ano, sublinhando que Portugal não voltará à recessão.

Paulo Portas falava na cerimónia comemorativa dos 115 anos da Água Castello, produzida pela empresa Mineraqua, que decorreu hoje na unidade de engarrafamento daquela água mineral natural gaseificada, em Pisões, no concelho alentejano de Moura.

«Aprecio muito o contributo que vocês [Mineraqua] dão a uma economia que não chegou ainda a um patamar nem ótimo nem sequer muito bom, mas que, evidentemente, está melhor do que estava há um ano. Nós não voltaremos à recessão, felizmente», declarou Paulo Portas.

O vice-primeiro-ministro destacou vários indicadores económicos, como os números do desemprego, os quais «ainda são altos», mas que «têm uma trajetória de descida constante e congruente», os indicadores de confiança dos empreendedores e dos consumidores, que «estão no seu melhor nível desde 2008» e as exportações, as quais passaram de 28% para 41% do Produto Interno Bruto (PIB).

Na sua intervenção, o diretor-geral da Mineraqua, Jorge Henriques, disse que Portugal «não pode continuar suspenso de uma imprevisibilidade fiscal sufocante, que afasta o investimento, faz retrair o consumo e impede a recuperação económica, nem de nocivas propostas de novos impostos discriminativos e que minam a necessária coesão do tecido empresarial».

Em jeito de resposta, no âmbito do investimento, Paulo Portas retorquiu que «este será o primeiro de quatro anos seguidos» em que a taxa de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) em Portugal «vai baixar».

«Esse é o modelo certo a seguir. Não podemos tomar opções que representem imprudência, mas se conseguirmos compromisso, nomeadamente com os parceiros sociais e com o maior partido da oposição, conseguimos, estavelmente, fazer baixar 2,5% por ano, o que ao fim de quatro anos dá 10%», precisou Paulo Portas.

Desta forma, frisou, a taxa de IRC em Portugal, «que era das menos competitivas da Europa, poderá «passar a ser uma das mais competitivas do espaço europeu».

O investimento «é a condição do crescimento saudável de qualquer economia e a condição da criação de emprego», defendeu Paulo Portas, referindo que «o melhor amigo de um desempregado é um investidor que queira criar riqueza e postos de trabalho».