"Quero que saibam que se as eleições de 4 de outubro tivessem resultado num novo mandato de Governo da coligação, antes do final eu teria, e sobre isso conversei com o presidente do PSD, com tempo e naturalmente, aberto a sucessão no meu partido", revelou Paulo Portas.


omunicou que não se recandidata à liderança

"O partido fará com total isenção da minha parte uma escolha de futuro, que deve ter toda liberdade para se afirmar", declarou, manifestando "uma grande nova esperança na nova geração do CDS", à qual "chegou o tempo de, num ciclo político novo, dar grandes responsabilidades".


"É honesto estar consciente de que se me candidatasse agora teria de estar disponível não para um mandato de dois anos, mas vários mandatos de vários anos, os da oposição e da reconquista e do regresso do centro direita ao Governo", afirmou.

"Isso levaria a minha presidência do CDS para lá de 20 anos de exercício, o que, com toda a franqueza, não é politicamente desejável", afirmou.


"O CDS e certamente o PSD vão ter de pedalar, inovar e crescer muito", declarou.




"O CDS foi sempre capaz de, nas horas certas, dar um salto em frente quando um novo ciclo político se abre", declarou, considerando que a sua sucessão não deve ser olhada "como um problema, mas uma oportunidade, algo que traz ao CDS renovação e não apenas continuidade, uma decisão que, em qualquer caso, deverá permitir ao CDS renovar a sua liderança, reposicionar a sua estratégia, recomeçar a sua luta, refletir num novo projeto e numa nova agenda".


"Porventura, a personalidade que mais marcou a minha geração disse um dia 'não tenham medo, não tenham medo'. É isso que neste tempo de vésperas, para construir futuro, para passar o testemunho, para confiar em gente com muita qualidade, eu queria dizer em último lugar, como se fosse em primeiro. Não tenham medo, não tenham medo, confiem, o CDS vai ser capaz", pediu o líder cessante.