O presidente do CDS-PP defendeu, neste domingo, que os portugueses podem, nestas eleições legislativas, “fazer as suas escolhas com a liberdade recuperada e em consciência”, já que a “situação muito difícil” do país, de há quatro anos, está ultrapassada.

“Há quatro anos, Portugal estava sob assistência externa e numa situação muito difícil. O que os portugueses conseguiram, pelo seu país, por Portugal, foi muito importante e hoje podem fazer as suas escolhas com a liberdade recuperada e em consciência, como entenderem”, afirmou Paulo Portas, que falava aos jornalistas após ter exercido o seu direito de voto no Centro Comunitário da Madragoa, em Lisboa.

Paulo Portas disse também esperar “que haja uma boa participação” nestas eleições.

“Pela minha parte, a atitude que tenho bate certo com o nome desta rua, que como sabem é Rua da Esperança”, adiantou.

Portas recordou, na sua curta declaração, que “o direito de voto foi conquistado há 41 anos”, sendo “um direito político muito importante e deve, por isso, ser usado”.

“Como sabem, tenho o hábito de votar cedo porque acho que devo dar o exemplo”, referiu ainda.

O presidente dos centristas adiantou igualmente que vai passar o dia com a sua família, “tentando não falar muito” para recuperar a voz até logo à noite.

Paulo Portas é o segundo candidato às legislativas pelo círculo de Lisboa da coligação Portugal à Frente, que une o CDS-PP e o PSD, logo depois do presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho.

Mais de 9,6 milhões de eleitores são hoje chamados a votar para a escolha de 230 deputados à Assembleia da República, resultado que ditará também a escolha de um futuro Governo.

A estas eleições concorrem 16 forças políticas, das quais três são coligações e as restantes 13 partidos.

Nas coligações contam-se a Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta PCP e PEV, a coligação Portugal à Frente, com PSD e CDS-PP, e a coligação Agir, que alia o Movimento Alternativa Socialista (MAS) ao Partido Trabalhista Português (PTP).

Os partidos políticos são o Partido Socialista (PS), Bloco de Esquerda (BE), Livre/Tempo de Avançar, Juntos pelo Povo (JPP), Nós, Cidadãos! (NC), Portugal pro vida, Cidadania e Democracia Cristã (PPV/CDC), Partido da Terra (MPT), Partido Democrático Republicano (PDR), Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), Partido Nacional Renovador (PNR), Partido Unitário dos Reformados Portugueses (PURP), Partido Popular Monárquico (PPM) e Pessoas-Animais-Natureza (PAN).