O PCP acusou hoje o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, de «dissimulação política» por ter omitido que um corte de 10% nas pensões de sobrevivência da Caixa Geral de Aposentações a partir dos 419 euros.

«O senhor vice-primeiro-ministro Paulo Portas não referiu na conferência de imprensa de há dias de apresentação das medidas do Orçamento do Estado que existe uma proposta de lei a ser discutida amanhã [quinta-feira] mesmo na Assembleia da República que prevê, além de um corte de 10% nas reformas atuais e futuras, um corte de 10% nas pensões de sobrevivência das pessoas que recebem pela Caixa Geral de Aposentações», afirmou o deputado Jorge Machado.

Falando aos jornalistas no Parlamento, o deputado comunista defendeu que, «tendo em conta que uma grande parte das pensões de sobrevivência são pagas por via da Caixa Geral de Aposentações, o que o senhor vice-primeiro-ministro fez foi um ato de dissimulação política, porque não referiu este corte de 10% na conferência de imprensa».

«Se com a condição de recurso se aplica um corte a partir dos 2000 euros e até aos 2000 euros não há qualquer tipo de corte, a verdade é que a partir dos 419 euros há um corte de 10% nas pensões de sobrevivência de milhares de pessoas», afirmou.

O PCP considera a medida «um escândalo» e sublinha que é confirmada pela proposta de Orçamento do Estado para 2014.